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quinta-feira, 1 de junho de 2000

TXT Quadrinhos - Texto # 3 por Danilo Beyruth


BACK TO THE BASICS



Instruções do Laerte que resumem muito bem o quão simples pode ser ter seu próprio fanzine.
Quer ter seu próprio gibi, com suas próprias histórias e personagens?

Pra que ser publicado por alguém se você pode fazer você mesmo?

Não fique esperando, seja um empreendedor, publique-se e descubra sozinho o que é que você quer realmente fazer. É fácil e rápido, só precisa de um grampeador, papel, caneta e disposição.

Na verdade não é fácil. Nem rápido.
Mas vale a pena.

Publicar o próprio gibi/fanzine é divertido e te dá toda a liberdade do mundo pra fazer o que você quiser. É um filme sem budget do qual você é roteirista, produtor, diretor, editor e ator principal. Você mesmo cuida da editoração, e a revista fica com sua cara, nos mínimos detalhes.

A HQ independente ainda tem a vantagem de ser tão séria ou descontraída quanto o autor quiser. Pode ser um tomo sisudo sobre intrigas palacianas ou uma divertida e descompromissada comédia autobiográfica. O controle editorial é todo seu.

É claro que há vantagens em arranjar uma editora, e não me entenda mal, estou satisfeito em ter meu material editado e publicado por profissionais especializados e preocupados em fazer exatamente isso, mas a experiência de ter produzido sete números do Necronauta de forma independente não foi só instrutiva como também enormemente satisfatória. E ajudou a entender alguns dos perrengues pelos quais as editoras passam e como funciona o mercado. Ter produzido uma série de alguma periodicidade por pouco mais de um ano me conferiu experiência que me tem sido útil até hoje no planejamento do que seria a minha "carreira" quadrinística.

De quebra, ao produzir suas próprias HQs você cria um portifólio de trabalho para mostrar para as editoras que será muito mais sólido e pessoal do que algumas páginas teste feitas com um roteiro genérico. O Necronauta abriu portas pro Bando de Dois e o Bando está abrindo portas para outras oportunidades.

Em suma, vá a luta, escreva, desenhe, xeroque, grampeie e dobre. Distribua, na banca, livraria, cantina, bar.

O mercado está aberto a empreendedores dispostos a criar.
Fanzine-se.

2 comentários:

  1. Show de bola, Danilo! Bacana ler e constatar o modo com que vc pensou sua carreira quadrinística (Tenho todos os Necronautas, me falta comprar ainda o Bando de Dois, embora já tenha lido). Seu texto e essa página do Laerte (Chiclete com banana, não?) clareiam a mente, com certeza.
    Abraço,

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  2. Muito bom o texto. Não esquecendo que tudo isso de certa forma pode ser adaptado para nossa realidade digital. Onde qualquer um com um blogspot da vida pode publicar seu material, e numa abrangência de público que dificilmente veriamos antes da interent

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